London: Camden girl

Com uma voz quase surreal e sem acreditar no próprio talento, ela se foi muito cedo. Longe do que a maioria prefere sublinhar, para mim Amy Winehouse se destaca por uma combinação de características que a tornava única: doçura, talento e fragilidade. O que estampava as páginas dos jornais há 3, 4 anos atrás era nada mais do que o resultado de uma pessoa precisando de ajuda. E era exatamente isso que fazia o ibope ir lá em cima.

Parênteses: No show que ela fez no Rio em Janeiro de 2011, pouco antes de morrer, era isso o que se via. Eu estava a 2 metros do palco e as pessoas ao redor de mim vibravam a cada vez que ela bebia o tal “líquido misterioso” de dentro de uma caneca branca. Aquela plateia estava ali pra ver a Amy coitada, a Amy bêbada, a Amy descontrolada. Essa gente pagou 500 reais pelo ingresso assim como eu, que juntei dinheiro a qualquer custo para ver ao vivo uma das maiores vozes que esse mundo já teve.  O ser humano vai longe pra ver um pouco de desgraça alheia…

Estive em Londres no mês passado. Além de sempre ter sido uma das cidades número 1 no meu ranking, eu queria sentir Amy Winehouse um pouco mais de perto. O roteiro foi o mais simples possível e nada parecido com o que fazem fãs neuróticos. Me restringi apenas a Camden Town e ao pub The Hawley Arms – lugares preferidos de Amy em Londres. E o mais gratificante foi, de longe, ver como esses dois lugares fazem questão de lembrar dela da maneira mais positiva possível. E sinceramente? É isso que será eterno, assim como sua incrível música.

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