Era chegada a hora de abrir as asas.

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Foi em agosto de 2010 que um par de asas tímidas começou a ameaçar abrir. Isso aconteceu, mais exatamente, depois de um e-mail a respeito de uma universidade italiana chegar na minha caixa de entrada numa tarde lotada de trabalho, como de costume. Esta universidade estaria no Rio na semana seguinte divulgando um “Mestrado em Comunicação Corporativa”. Pensei: “hum…”. Eu tinha acabado de me formar na PUC-Rio e estava realmente procurando uma nova sala de aula por aí. Não na Itália. Mas… Por que não ir lá na data marcada e ver o que essa tal universidade italiana teria para me oferecer? Saí mais cedo do trabalho nesse dia. Faltei o ensaio do ballet. Minha professora nada gostou, claro. “É por uma boa causa, juro!”. Cheguei no lugar marcado. Ouvi o que eles tinham a dizer. Me identifiquei com o curso. Convenci meu namorado. Fixei a ideia na cabeça. Passei meses só falando sobre o mesmo tema. Enchi o saco de várias pessoas. Perdi horas pesquisando. Tirei meu passaporte pra garantir. Gastei dinheiro com traduções, documentos, planos. Mas ainda assim não tinha muita noção do que estava fazendo: estava apenas tentando um acaso que, pra mim, era completamente surreal.

Inesperadamente (ou inconscientemente-esperado), em abril de 2012 a resposta chegou (também por e-mail): “Você é a nova aluna da Università Cattolica del Sacro Cuore!”. Droga, deu certo. E agora? E a minha família? Meus amigos? E o meu emprego que eu amo? E a minha casa? Me apego bastante às coisas, e de certa forma eu estava vivendo um momento bom da minha vida construído por mim mesma durante mais de 5 anos, mas que, do nada, me vi a ponto de largar. E larguei. Dia 11/11/12 estávamos eu e meu namorado embarcando pra Milão, a cidade que nos receberia de braços abertos, com queijos e vinhos.

E foi nesse dia que, pela primeira vez, senti que não somos ninguém comparado ao que está reservado pra gente. Lembro que olhei nos olhos do meu pai e disse: “pai, eu te juro que nunca na minha vida lutei pra isso acontecer. Não era um objetivo de vida e nunca, nunca mesmo, tive o sonho de morar longe daqui. Mas aconteceu, e eu não posso deixar de ir”.

Era chegada a hora de, finalmente, abrir as asas.

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5 thoughts on “Era chegada a hora de abrir as asas.

  1. Olha norinha, ficar aqui sem vcs dói, mas acho que foi algo que Deus colocou no vosso caminho…voe sempre!!!!!!!!!!!! Eu estarei sempre aqui de asas abertas pra voar com vcs, ehehehehehe

  2. Tenho certeza de que você jamais se arrependerá de ter ido, vivido, curtido!!!! A vida é assim. Precisamos conquistar sempre, buscar sempre, mesmo que isto nos faça sair de perto das pessoas queridas por algum tempo! Faz parte do nosso crescimento! Além do mais, hoje em dia o longe fica bem mais perto com toda esta tecnologia e seu amor está com você! QUer melhor que isto? Parabéns mais uma vez pela conquista e tenho certeza que seus pais estão orgulhosos de você! bjs

  3. Amiga, que lindo esse blog, as fotos, os textos…tudo!!!
    Sabe, nada acontece por acaso e muito menos por acaso que vcs estão aí.
    Tudo tem um propósito e tenho certeza que vcs colherão em breve o fruto de tudo q estão plantando.
    Amo vcs e sucesso sempre!!!
    bjks,
    Mari

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